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Everyday Somewhere

Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Londres

Preparados para uma voltinha pelo parque Olimpíco? No final desse post vocês irão assitir um video da participação do Everyday Somewhere no terceiro dia das Olimpíadas de Londres. E como conseguimos entrar lá? É exatamente disso que irei falar.

No último post falamos como conseguir entradas de última hora, e para os que tiverem em Londres, vale a pena a tentativa caso não foi sorteado para as primeiras entradas que foram liberadas para a compra. Nós compramos nossas entradas com antecedência, mas fomos informados que a semi-final do basquete masculino não será no parque Olimpíco, então começamos a nossa busca para qualquer modalidade disponível que pudessemos ter acesso a ele.

Muitas modalidades estavam disponíveis, mas uma vez que os dados estavam completos, e estávamos finalizando o pedido, o sistema mostrava que elas já não existiam. Se você realmente quiser participa, respire fundo e não desita tão fácil, e foi assim, depois de um dia inteiro conectados ao site oficial, conseguimos a entrada para assitir basquete feminino. Foram dois jogos, França vs Russia e para minha sorte, a nossa seleção brasileira feminina de basquete contra a Rússia.

Assim que você compra as entradas, você irá receber um bilhete para transporte público da cidade, válido para trem, metro ou ônibus, além de não pagar para chegar no parque, você não encontrará nenhuma dificuldade. Centenas de voluntários estão espalhados nas estações para orientar os turistas, como também muitos dos locais estão evitando o transporte público em algumas horas do dia, impedindo que os horários de pico transformem-se em caos.

Uma vez no parque, você ficará impressionado com o trabalho feito nos últimos quatro anos em uma área abandonada da cidade. É simplesmente formidável a estrutura desse parque Olimpíco, mas isso eu vou deixar para o próximo post, porque vocês merecem nos acompanhar em um tour que fizemos por lá.

Vamos falar das nossas meninas do basquete, ou melhor, vamos falar primeiro da nossa torcida presente e de tudo o que você nunca vê na TV. Como muita gente não sabe que time irá jogar, o que eu acho totalmente errado, a torcida era bem diversificada. Eu por exemplo, estava entre italianos, russos e ingleses, e sendo um pontinho amarelo no meio da multidão, meus olhos buscavam aonde será que estão os outros? No primeiro jogo do dia, França vs Asutralia, notei algumas bandeiras brasileiras, mas tudo ainda muito discreto. Depois do intervalo, com o estádio pronto para receber o segundo jogo, pontinhos verdes e amarelos começaram a proliferar-se, mas todos distântes uns dos outros, dificultando na sincronização da torcida. 🙂

Enquanto Erica, a nossa pivô foi a cestinha da partida com 15 pontos e ainda pegou 16 rebotes, alguns brasileiros tentaram cantar o famoso, eu sou brasileiro…com muito orgulho, mas logo sentavam quando percebiam que não iria para frente. rsrs Outra coisa engraçada, pelo menos me chamou a atenção, foi que no intervalo enquanto as seleções fossem para o vestiário, um auxiliar da equipe Russa ficou para organizar para o segundo tempo, do outro lado…do nosso lado, ficaram uns dois auxiliares sentados de pernas abertas assitindo a apresentação do intervalo. 

A Rússia não demorou muito para assumir o comando do jogo. O Brasil melhorou com a entrada das reservas, diminuiu a desvantagem e chegou até a passar um ponto à frente (20 a 19) e foi ali que até mesmo os torcedores mais tímidos começaram aparecer. Não demorou muito para sentarem, porque a liderança brasileira na partida durou muito pouco, voltaram a a cometer erros e as russas aproveitaram o mau momento do Brasil no jogo, retomaram a frente e ganharam a partida.

No final das contas, quando você está ali assintindo um jogo assim, é claro que você fica triste com a derrota, a nossa função como torcedores é dar todo suporte necessário e mesmo perdendo, mesmo para aqueles brasileiros que vieram de bem longe ou aqueles que moram a dois quarteirões, os brasileiros que estavam em grupos ou solitários no meio da multidão, aquele brasileiro nervoso com o arbítro, ou aquele simpático que sempre aparece no telão, todos sabiam que o mais importante era estar participando dessa grande festa do esporte, que certeza nunca irei esquecer.

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